Sobrevivendo em Hanna: Meu Sistema 100x

Capítulo 28: A Dança dos Fantasmas

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O vento cortante dos Cárpatos uivava lá fora, mas dentro da ravina rochosa, o silêncio era pesado. Após deixar Erik estabilizado e sob os cuidados de curativos de alta performance, Arthur e Hanna retornaram à superfície. A subida rumo à instalação principal de O Berçário exigia precisão absoluta.

Não havia mais espaço para hesitação. E para Arthur, com o corpo e a mente reescritos pelo Multiplicador 1000x e seus Atributos de Rank A-, a realidade parecia operar em outro ritmo.

— Duas sentinelas no perímetro externo, a quarenta metros, posicionadas na torre de vigia — sussurrou Hanna, a respiração mal movendo o ar. Graças ao Elo de Loba, ela nem precisava olhar para trás para saber que Arthur já havia mapeado a mesma ameaça.

— Deixe comigo o da esquerda. Você cobre o da direita — respondeu Arthur com voz calma.

Eles avançaram pela neve sem emitir um único som. Para as sentinelas de elite da CIA, armadas com equipamentos térmicos de última geração, a invasão deveria ser perceptível. Mas o que aconteceu desafiou a lógica militar.

Assim que os holofotes giraram para o lado oposto, Arthur e Hanna dispararam. O movimento de Arthur foi tão fluido e veloz que parecia um borrão cinzento na nevasca. Antes que o primeiro guarda pudesse sequer processar a mudança térmica no ambiente, a mão de Arthur fechou-se com precisão cirúrgica em sua garganta, neutralizando-o com um golpe seco e abafado. No mesmo instante, ao seu lado, Hanna desarmou e apagou a segunda sentinela com um único movimento fluido de rasteira e chave de braço.

Não houve luta. Foi uma execução cirúrgica.

[Análise de deslocamento e supressão assimilada instantaneamente.]

— Cada vez mais fácil — murmurou Arthur, ajustando o silenciador de sua arma enquanto passava pelo corpo desacometido da sentinela.

Hanna deu um leve sorriso de canto, o primeiro vestígio de diversão fria em meio àquela guerra particular.

Avançando pelos portões principais de aço reforçado, que cederam facilmente após Arthur hackear o painel eletrônico com uma sobrecarga magnética improvisada, eles entraram no complexo subterrâneo. O interior de O Berçário era estéril, iluminado por luzes fluorescentes frias e paredes de concreto cinza — um eco exato do pesadelo que Hanna tentara esquecer.

No corredor principal do setor de alojamentos, o alarme finalmente disparou. Luzes vermelhas começaram a pulsar, e uma patrulha pesada de quatro operadoras da Fase Dois irrompeu de uma porta lateral, empunhando submetralhadoras com uma frieza robótica.

Na fase anterior, enfrentar quatro assassinas daquele calibre exigiria esforço coordenado, suor e risco real de ferimentos.

Agora? Era apenas um treino de reflexos.

As garotas da Fase Dois abriram fogo em sincronia. Para Arthur, as trajetórias das ogivas pareciam traçar linhas lentas e previsíveis no ar. Seus olhos de Rank A- liam as micro-contrações musculares das oponentes antes mesmo de puxarem os gatilhos.

— À esquerda, três passos — avisou Hanna, movendo-se em perfeita harmonia.

Arthur desviou do primeiro feixe de disparos com um simples passo lateral milimétrico, a bala raspando inofensivamente em seu casaco. Em um piscar de olhos, ele fechou a distância contra a primeira assassina. Um golpe de palma bem aplicado no punho dela fez a arma voar, seguido de um gancho preciso que a apagou instantaneamente.

A segunda operadora tentou um ataque cruzado com uma faca de combate, mas o Elo de Loba anulou qualquer ponto cego. Hanna interceptou a lâmina com o próprio antebraço protegido, girando o corpo e usando a própria força da oponente para derrubá-la com um chute giratório devastador.

As duas últimas tentaram recuar para reagrupar, mas Arthur foi mais rápido. Em dois saltos curtos, ele cortou a rota de fuga, aplicando rasteiras sincronizadas e golpes de contenção na nuca de ambas.

Em menos de dez segundos, as quatro máquinas de matar da Fase Dois estavam caídas no chão frio, desacordadas e completamente desarmadas, sem que Arthur ou Hanna sofressem um único arranhão.

Arthur respirou fundo, sentindo o fluxo constante de proficiência correr por suas veias. Cada confronto fazia seu corpo se adaptar ainda mais, tornando seus reflexos quase premonitórios e seus movimentos absolutamente econômicos.

— Elas foram programadas para ser armas perfeitas contra soldados comuns — disse Arthur, olhando para as garotas caídas. — Mas contra alguém que evolui mais rápido do que o código delas... elas são apenas estátuas lentas.

Hanna abaixou a arma, olhando para o corredor que levava ao núcleo central da base, onde Marissa Wiegler certamente os aguardava. Seus olhos azuis brilhavam com uma confiança inabalável.

— O núcleo está logo adiante — disse Hanna, a voz firme e cortante. — Vamos terminar isso de uma vez por todas.

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