Sobrevivendo em Hanna: Meu Sistema 100x
Capítulo 51: A Queda Final e o Último Alvo de Carmichael
A van blindada cortava a necrópole industrial nos arredores de Viena, distanciando-se rapidamente do distrito financeiro que acabara de ser despojado de sua alma financeira. No banco de trás, Erik Heller conectava os discos rígidos extraídos a um terminal secundário de descriptografia.
O reflexo azulado das linhas de código piscava no rosto de Erik. Arquivos confidenciais, transferências bancárias ilícitas para contas offshore e a lista completa de agentes encubertos da Utrax desfilavam na tela em tempo real.
— É o fim da linha para eles — constatou Erik, soltando um suspiro pesado de alívio misturado com exaustão. — Com esses dados públicos e as contas congeladas, a estrutura global de Utrax ruiu como um castelo de cartas. Carmichael perdeu o suporte de Langley e o acesso aos fundos. Ele está completamente isolado.
Hanna, sentada ao lado do terminal, cruzou os braços e soltou um sorriso frio.
— Isolado, mas acuado. E um animal encurralado é sempre mais perigoso — ponderou ela, voltando o olhar para Arthur, que conduzia o veículo com precisão milimétrica.
Enquanto mantinha os olhos na estrada escura, Arthur acionou mentalmente a recém-conquistada habilidade Visão Sincrônica da Loba (Rank SS). Uma interface analítica discreta projetou-se instantaneamente em sua visão periférica, detalhando o estado de sua parceira:
[STATUS DA PARCEIRA: Hanna]
Nível: 19
ATRIBUTOS]
Força: A-
Agilidade: S
Vigor: A-
Percepção: A+
Integridade Física: 100% (Nenhum dano registrado)
Nível de Fadiga: Zero (Recuperação completa, pronta para combate total)
Ao constatar que Hanna estava em seu ápice absoluto, sem qualquer sinal de exaustão ou ferimento, Arthur sentiu a sintonia entre eles se solidificar ainda mais. Ele abriu um sorriso discreto de canto de lábio.
— Pelo visto, o seu ritmo está perfeito para o ato final, loba — murmurou Arthur, de forma quase imperceptível.
Hanna arqueou uma sobrancelha, percebendo o foco analítico nos olhos dele, e retribuiu com um sorriso afiado.
Erik fechou a maleta de metal com um estalo seco, pegando sua arma e checando o pente.
— Se o que roubamos em Viena é o que estou pensando, Carmichael não tem mais para onde correr. Onde ele está se escondendo?
Arthur virou o veículo em direção à rota secundária que cruzava a fronteira em direção aos Alpes suíços, onde um complexo privado de comunicações servia de refúgio de emergência para o alto escalão da CIA.
— No refúgio final dele — respondeu Arthur, com um brilho implacável nos olhos. — Vamos dar a Carmichael o fim da linha.
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