Sobrevivendo em Hanna: Meu Sistema 100x

Capítulo 42: A Armadilha Revertida

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Erik Heller não era um homem comum. Anos de fuga, vigilância constante e o peso de proteger o segredo de Hanna haviam moldado sua resiliência. Ao ver a seriedade nos olhos de Arthur e Hanna, ele não fez perguntas desnecessárias. Em menos de trinta segundos, apanhou apenas um casaco pesado, um pequeno estojo de documentos falsos e trancou o caixa da livraria.

— Eles sabem que estou aqui há quanto tempo? — perguntou Erik, a voz contida, espiando pela fresta da cortina empoeirada para o sedã cinza estacionado na praça.

— Poucas horas, mas o perímetro já está totalmente neutralizado — respondeu Arthur, mantendo a postura firme enquanto sua Percepção em Rank S monitorava o fluxo de pedestres e o rádio tático capturado dos agentes caídos.

Hanna mantinha-se de guarda junto à porta dos fundos, o Elo de Loba (Rank S+) vibrando em perfeita sincronia com a pulsação de Arthur. A tensão no ar era densa, mas não havia medo — apenas a calmaria mortal que antecede o contra-ataque. Ela olhou para Erik, suavizando o semblante severo por um breve instante.

— Você não vai mais correr sozinho, Erik. Vamos encerrar isso hoje.

Arthur aproveitou a janela tática. Usando sua Engenharia Social (Rank A-) e o processamento ultrarrápido do Multiplicador 1000x, ele acessou o canal criptografado do rádio militar dos agentes da CIA desacordados. Com alguns comandos rápidos, reconfigurou o sinal para disparar um eco digital falso: uma transmissão cifrada simulando a captura de Erik e uma suposta fuga em alta velocidade rumo ao norte, em direção aos Alpes suíços.

Para a central de Carmichael na Virgínia, pareceria que a operação estava correndo exatamente como planejado.

— Isca lançada — murmurou Arthur, um sorriso frio desenhando-se em seus lábios. — Carmichael vai deslocar todo o efetivo de contenção europeu para a fronteira norte. Nós temos uma janela de três horas de vantagem antes que o disfarce digital expire.

Guiando Erik por uma passagem subterrânea que cruzava o antigo porão de vinhos da livraria até uma rua secundária deserta, o trio alcançou uma nova van de transporte limpa, sem rastros de satélite.

Arthur olhou pelo retrovisor. Erik respirava aliviado no banco traseiro, enquanto Hanna, ao seu lado no carona, afiava a lâmina tática com movimentos mecânicos e letais. O xadrez psicológico de Carmichael havia falhado espetacularmente. Agora, eram Arthur e Hanna que ditavam as regras do jogo, marchar direto para o confronto final.

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