Sobrevivendo em Hanna: Meu Sistema 100x

Capítulo 38: Confronto na Ala Executiva e a Face de Carmichael

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A subida pelas escadas de serviço de The Meadows transcorreu em absoluto silêncio. Cada degrau vencido afastava o casal do setor de dormitórios e os aproximava do topo da cadeia de comando da nova operação da CIA.

No último patamar, uma porta corta-fogo reforçada com barras de aço e leitor biométrico isolava a ala executiva. Para qualquer esquadrão de elite convencional, invadir aquela barreira exigiria explosivos barulhentos e minutos preciosos de troca de tiros.

Para Arthur, cujos atributos de Rank S e percepção hiper-ampliada processavam o ambiente em milissegundos, aquilo era apenas um quebra-cabeça trivial.

— Painel de controle secundário localizado na tubulação superior — sussurrou Arthur, seus olhos mapeando os fios de cobre através da carcaça metálica.

Hanna cobria o flanco oposto, a postura impecável, o fuzil leve erguido com a precisão letal de uma predadora. Através do Elo de Loba, a sintonia entre os dois era tão profunda que seus pensamentos pareciam se antecipar. Ela sequer precisava olhar para trás para saber que Arthur estava prestes a destravar o mecanismo.

Com um leve estalo metálico e um pulso magnético direcionado pelo kit de intervenção de Arthur, a pesada porta pneumática sibilou e destravou por dentro, abrindo-se lentamente.

A ala executiva era um contraste chocante com o restante do complexo: carpete cinza escuro de alta qualidade, paredes revestidas de painéis acústicos de madeira nobre e uma iluminação indireta que emanava de um teto de vidro blindado por onde a garoa da noite inglesa ainda caía.

Mas a calmaria do andar durou pouco.

Assim que deram o terceiro passo no corredor principal, alarmes silenciosos tremeluziram nas luzes de rodapé. Portas laterais deslizaram para fora de suas cavidades, revelando um esquadrão de quatro operadores de segurança privada de elite, armados com fuzis compactos e usando trajes balísticos reforçados.

Na série original, esse tipo de emboscada significaria caos e desespero.

Agora? Era apenas um treino prático de reflexos.

— Três à frente, um flanqueando pela direita — murmurou Arthur, o aviso telepático ecoando perfeitamente na mente de Hanna através da sincronia S+.

O confronto durou menos de três segundos.

Os guardas abriram fogo, mas para os olhos de Rank S de Arthur, as trajetórias dos projéteis pareciam riscar o ar em câmera lenta. Ele deu um passo lateral milimétrico, desviando do primeiro disparo com uma elegância sobrenatural, e fechou a distância contra o primeiro oponente em um piscar de olhos. Um gancho preciso de sola de bota no pulso do guarda fez a arma voar, seguido por uma cotovelada que o apagou no ar.

No mesmo instante, Hanna deslizou pelo piso polido, interceptando o operador da direita com uma rasteira cinéticamente perfeita, usando a própria força do oponente para derrubá-lo e imobilizá-lo com uma chave de braço devastadora. Os dois últimos guardas tentaram reagir, mas o flanqueamento cruzado automático do Elo de Loba os pegou completamente desprevenidos, neutralizando-os com golpes sincronizados na nuca antes que pudessem puxar o gatilho novamente.

Nenhum tiro disparado. Nenhum arranhão.

Arthur sacudiu a poeira invisível da manga de sua jaqueta tática, respirando calmamente. — Eles realmente precisam investir em novos protocolos de segurança.

Hanna deu um sorriso irônico, guardando o carregador com um clique seco. — Estão apostando na arrogância. Achavam que ninguém conseguiria chegar até aqui em cima.

— Exatamente — disse Arthur, apontando com o queixo para a imensa porta dupla de carvalho escuro no final do corredor, onde uma placa discreta exibia o nome do diretor. — E o homem que coordena essa arrogância está bem ali dentro.

John Carmichael. O cérebro corporativo que tentara ressuscitar os fantasmas de Utrax.

Arthur aproximou-se da porta principal, firmando a empunhadura da arma. Ele olhou para Hanna, cujos olhos azuis brilhavam com uma determinação fria e absoluta.

— Pronta para fechar esse capítulo de vez? — perguntou Arthur.

Hanna assentiu, a mandíbula firme e o coração batendo em perfeita harmonia com o dele. — Vamos entrar

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