Sobrevivendo em Hanna: Meu Sistema 100x

Capítulo 34: As Pegadas do Arquiteto

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O pequeno escritório nos fundos da livraria de antiguidades parecia ter encolhido de repente. A revelação de Erik Heller pesava no ar como uma densa camada de chumbo.

Arthur estendeu a mão e retirou o pequeno pendrive de metal das mãos trêmulas de Erik. Com um movimento fluido, conectou o dispositivo ao terminal criptografado que mantinham oculto sob o balcão. Para a mente de Arthur, processando dados em milissegundos graças aos seus Atributos de Rank S e ao Multiplicador 1000x, o código binário e os arquivos ocultos na unidade flash abriram-se instantaneamente, como um livro aberto.

— Ele não está blefando — constatou Arthur, a voz baixa, fria e cortante. Seus olhos varriam as linhas de código e os relatórios de rastreamento com precisão cirúrgica. — O tal "Arquiteto" usou uma falha residual de metadados em uma fatura de equipamento médico que Erik utilizou em Viena há meses. Foi um fio solto... o suficiente para reconstruir o vetor de deslocamento.

Hanna aproximou-se, apoiando levemente a mão no ombro de Arthur. Através do Elo de Loba, a sintonia entre os dois era imediata; ela podia sentir a engrenagem tática na mente dele girando a uma velocidade assustadora, traçando contramedidas e cenários de contingência. Não havia pânico, apenas o foco afiado de quem se preparava para a guerra.

— Quem é ele, Erik? — perguntou Hanna, virando-se para o veterano, os olhos azuis estreitados. — Se ele desertou antes da queda de O Berçário, ele conhece os protocolos antigos, mas não o que nos tornamos.

Erik respirou fundo, puxando uma cadeira para se sentiar, visivelmente esgotado pela tensão da viagem. — O nome real dele está enterrado sob três camadas de codinomes da CIA, mas nos corredores escuros de Utrax, ele era o cérebro por trás dos algoritmos de condicionamento comportamental. Ele desenhou o perfil psicológico que tentou moldar você, Hanna. E agora que Wiegler está morta e as instalações centrais foram destruídas, ele quer reestruturar o programa do zero, usando espécimes remanescentes e fragmentos do nosso código genético.

Arthur fechou a aba do arquivo no terminal, removendo o pendrive com um estalo seco. Ele levantou o olhar, encontrando a determinação no rosto de Hanna. A calmaria dos últimos seis meses na costa italiana havia cumprido seu papel de curar as feridas do passado, mas a calmaria acabara de expirar.

— Se ele acha que pode nos caçar para reconstruir o inferno de onde escapamos, ele cometeu o maior erro da sua vida profissional — disse Arthur, a voz carregada de uma autoridade gélida. — Nós não vamos esperar que ele bata à nossa porta.

Hanna esboçou um sorriso de canto, afiado e perigoso, desembainhando mentalmente o instinto letal que dormia sob a superfície pacífica da vida civil. — Onde ele está?

Erik olhou para o mapa digital na tela do terminal, onde um único ponto piscava em uma zona isolada da Europa Central. — Viena. Ele montou um centro de operações fantasma em um complexo corporativo desativado, tentando atrair desertores e recuperar o controle dos arquivos perdidos.

Arthur olhou para Hanna, e a decisão foi tomada em uma fração de segundo, mediada pela sincronia perfeita do casal. As maletas táticas e o arsenal que haviam guardado após a queda de Utrax seriam reabertos. A segunda temporada daquela caçada havia começado, e desta vez, eles não eram os alvos fugindo na nevasca.

Eles eram os caçadores.

— Arrume suas coisas, loba — disse Arthur, puxando Hanna para perto pela cintura e dando-lhe um beijo rápido e firme antes de se voltar para a porta. — Vamos dar uma visita ao Arquiteto.

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