Sobrevivendo em Hanna: Meu Sistema 100x
Epílogo II: Raízes na Paz (Casamento, Família e o Descanso Definitivo)
Cinco anos após a queda de Gordon Carmichael e o fim da Utrax, a paisagem ao redor havia mudado tanto quanto suas próprias vidas.
Na encosta ensolarada de uma colina com vista para um vale tranquilo nos Alpes suíços, erguia-se uma casa de madeira clara e amplas janelas de vidro — longe de ser uma fortaleza blindada, era um lar de verdade.
O som predominante naquela manhã de primavera não era o estilhaçar de portas ou o zumbido de armas suprimidas, mas sim risadas infantis e o barulho de passos correndo pelo piso de madeira da sala.
Arthur estava sentado à mesa de carvalho na varanda, tomando seu café enquanto lia um livro de arquitetura. Em seu dedo anelar esquerdo, uma aliança simples de platina brilhava discretamente à luz do sol.
Passos leves aproximaram-se por trás, seguidos por braços firmes que envolveram seu pescoço. Hanna depositou um beijo suave em sua bochecha, vestida com roupas leves de jardinagem, o rosto corado e os olhos azuis brilhando com a serenidade de quem finalmente encontrou seu porto seguro.
— Se você continuar mimando tanto a Maya, ela vai achar que pode transformar a horta inteira em uma pista de corrida de carrinhos — comentou Hanna, sorrindo de canto enquanto olhava para o jardim, onde uma garotinha de quatro anos, com uma energia incansável e traços que lembravam a determinação de ambos, corria atrás de um cachorro golden retriever.
Arthur riu baixinho, segurando a mão dela e puxando-a para se sentar em seu colo.
— Ela puxou a agilidade da mãe. É impossível conter essa energia — respondeu Arthur, beijando a palma da mão dela.
A porta da frente se abriu com um estrépito animado, e Erik Heller apareceu carregando sacolas de compras e uma garrafa de vinho, vestindo um suéter de lã informal. Erik havia se tornado o padrinho oficial do casamento deles e um "tio" coruja constante nas reuniões de fim de semana.
— Acabei de passar pelo vilarejo e trouxe o que encomendaram para o churrasco de domingo! — anunciou Erik, jogando as chaves no aparador com a descontração de quem finalmente havia encontrado paz após anos de burocracia em Langley.
Hanna levantou-se rindo, indo ajudar o velho amigo com as sacolas, enquanto Arthur observava a cena da varanda.
Não havia mais telas piscando com missões urgentes, nem ameaças ocultas nas sombras do governo. Havia apenas a brisa suave da montanha, o calor de uma família construída à prova de fogo e a certeza absoluta de que, em meio a todas as linhas do destino que o mundo tentou traçar para eles, eles escolheram escrever a própria história até o fim.
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